quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Morte Súbita Inc.: Loki (É possível compreendê-lo?)

Loki é uma das figuras mais complexas do panteão nórdico. Um deus morador do Asgard (Olimpio nórdico), sem templos que lhe fossem consagrados. O desenvolvimento de sua figura através dos tempos está intimamente ligado às vivências na vida e cultura nórdica. Além da influência posterior pelo contato com o cristianismo. Os primeiros contos referentes à Loki descrevem-no como bom e companheiro de Odin. Aos poucos se transforma num ser malévolo e diabólico. A idéia de mal e diabo não existia dentro da concepção nórdica. Este aspecto se caracterizou pelo contato com o universo cristão -- onde o bem é dissociado do mal, com se fossem coisas excludentes.

Por mais de um século estudiosos explicam sucessivamente Loki como o deus do fogo, do trovão, ou da morte, um reflexo do diabo cristão ou um herói civilizador, comparável a Prometeu. Em 1933, Jan de Vies aproximou-o do trickster, personagem ambivalente, próprio das mitologias norte-americanas. Sucessivamente este personagem sofre transformações nas interpretações relativas a ele. Por ter muitas faces pode ser amplamente compreendido, associado ou confundido. Em minha visão todas as versões são uma parte, pequenas partes, que postas juntas formam um todo maior e profundamente simbólico. Estas múltiplas faces de Loki e as inúmeras possibilidades de interpretá-lo e mesmo as dificuldades de classificá-lo tornam Loki um personagem rico e intrigante.

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